quinta-feira, 9 de abril de 2009

A La Terrinha

É tempo de fraternidade, sorria meu bem é páscoa! O feriado veio em um momento mais que perfeito, afinal, duas semanas em uma cidade onde não se tem amigos confiáveis e não confiáveis também, é deprimente. To bom, ta bom, Lins anda soando como um verdadeiro SPA para mim. Não que eu seja incrivelmente fútil mais estar junto de minha família e em minha cidade natal não tem preço. Além do mais o final de semana será tão tranqüilo quanto agitado. Piscina com as amigas bebericando vodka com tônica, manicura, pedicura (os “curas” se tornam indescritivelmente importantes quando me dei por falta), compras entre delicatessens, um brioche aqui, um petit gateau ali, e um Marlboro para a digestão. Sessões continuas de meu, seu, enfim, nossos seriados favoritos, e é claro muita conversinha de mulher. Minha cama, meu edredom, e um irmão no quarto ao lado, que assim que você acaba de massagear seus pés com creme e vai tomar sua água antes de dormir se depara com mais ou menos uns 10 projetos de homens na sua cozinha, fumando, tomando muita cerveja e rindo de coisas idiotas, enquanto mamãe e papai estão na suíte, aquela a qual possui um imenso corredor onde está localizado o closet “nascedouro de cigarros”, admito por várias noites tentava roubar Marlboros regulados pelos mesmos afim de que eu fumasse menos. Ahhh, definitivamente isso não tem preço!

sábado, 4 de abril de 2009

Escolha

Desisti de relações duradouras e de amores possíveis, decidi ser prática, mais quando o assunto era te esquecer, ficou tudo engasgado, era como se tudo fosse subir de uma só vez em minha garganta. E isso acontece sempre quando se tratam de ilusões, sentimentos demasiados.
Olhei no espelho e era somente meu rosto inchado.
Você me pegou desprevenida, e eu sei que isso foi o bastante para acontecer somente uma vez. Não vou mais me permitir, porque o tombo é grande, e como é!
E quando você está sozinha na escuridão de seu quarto você percebe o quão tola foi e como a felicidade se resume em coisas tão simples, porque hoje, quando me embriago, não há ninguém para me pegar no colo e me deitar na cama semi-arrumada.
Agora fiz uma promessa de nunca mais me prender, nunca mais mergulhar em ilusões de felicidade mútua, sempre alguém sofre mais, sempre alguém acaba chorando, e então amar não é tão simples assim. É assim que acontece quando sua felicidade não é mais auto suficiente, se torna insustentável sem aquele outro sorriso, sem palavras doces recitadas em seu ouvido. Mais eu aprendi a não sentir mais sua falta, a não sentir falta de alguém sussurrando em meu ouvido, e a achar embriagada minha cama, sozinha.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Quanto Tempo?

Quanto tempo vale a sua insegurança? Quanto tempo vale à pena ficar se martirizando por meras causas? Quando tempo vale cada segundo? Deixa pra lá!

A menina: Vou deixar a música tocar, as batidas se esconderem atrás das sensações. Deixar ele me tocar até que aquela música acabe. Ensinar ele a fazer minha adrenalina subir, ferver até cansar de borbulhar, enquanto o mesmo anda parado eu não parava de dançar.
A amiga: Ela se move e contagia, ele somente a observa, aquele embalo a faz delirar. Pra que viver de nostalgia, se a melhor companhia é o presente “deixa estar”. Se a vida fosse um doce, ela derreteria na boca de G, se aquele momento fosse um sonho, depois aquele menino confidenciou-me que não queria nunca mais acordar. Mais foi somente uma noite, por conta daquela menina, minha amiga, que então fez aquele bom mocinho no dia seguinte se levantar.

terça-feira, 31 de março de 2009

Run Gio, Run

Esquecendo o passado, as imagens vão aos poucos se esmaecendo em minha cabeça. Queria poder tomar a pílula do esquecimento se a mesma fosse real,estou vivendo o presente tão intensamente, sem nem tempo para comer direito, como poderia pensar no futuro. Fato é que deixo o futuro nos frutos que colho agora. Corra, Giovanna, corra, superação em contato com o abismo, nada de distúrbios gastronomicos e então a erva se torna totalmente ilegal para meu processo de aceleramento. Aja fôlego, meu filho!Ô se aja!

sábado, 28 de março de 2009

Entediada

Você está parada, deixando o tédio bater a sua porta, mais não o suporta. Quando te chamam para fazer algo, e você anda louca para fazê-lo, mesmo assim diz não, relutantemente. Então você se concentra e tenta voltar para o foco, tenta fazer tudo de novo, fazer tudo dar certo. Uma escapadela causaria o desabamento da torre feita de Playmobil. Você roe o toco da unha que sobrou, toma muita coca-cola, come o restante de chocolate da geladeira, coloca a pashimina; o all star encontrado bem a sua frente e vai comprar cigarros, toma seu calmante, que male má ainda serve como sonífero. Ai você acha que a dose já não anda fazendo mais efeito.
Aumenta doutor, tem que aumentar! Algumas pessoas andam perambulando demais pela escuridão? Sem sedativos, você resolve pegar a merda do celular e mandar mensagem para aquele ex, totalmente sem noção, que você não vê há séculos. Mais pensa que ele também pode estar à procura de diversão saudável naquela noite! Mais não, ele mete uma desculpinha esfarrapada, quando não desliga o celular e te joga para escanteio. Nauseada você corre para a privada e pensa como não precisava desse fora para dormir tranqüila, mais afinal, você nunca vê como um suposto fora, porque você sabe que o mundo da voltas, e afinal, você só está entediada naquela escuridão, daquela cidade estranha e com vizinhos pouco barulhentos.

quarta-feira, 25 de março de 2009

O P.I.B.; Aquele P.I.B.

Antigamente quando ainda no colegial, tínhamos as aulas intituladas P.I.B., não sei bem do que se tratava a sigla, mais basicamente eram aulas de bordado em toalhinhas de toalete, culinária, e é claro manicura. Éramos jovens, umas tirando a cutícula das outras, e a limpeza da louça era encarregada cada aula a uma distinta aluna.
Então como boas meninas que éramos nos concentrávamos em nossos bordados enquanto os meninos estavam trancafiados em salas de computadores tendo aulas de informática. Ó vida cruel, eles repetiam em uníssono. É incrível como as escolas de hoje em dia não se preocupam com esse tipo de aprendizagem, somatizamos robôs recém-formados e quando encontramos velhos companheiros da época colegial pelas calçadas da vida, nem sempre as notícias são um tanto boas.
Louise era a amiga perfeita de todos, ela era quem tirava as melhores notas, era ela também quem cuidava da moral e dos bons costumes da garotada, e além do mais, lembro-me como se fosse hoje, de um choro escandaloso quando brincando todos resolveram “batizar” o novo All Star da mesma. Vocês sabem, o batismo consistia em todos darem uma leve pisadinha naquele tênis recém comprado do amigo. Enfim, a amiga para nenhuma mãe colocar defeito, e como me lembro de minha mãe diversas vezes se perguntando o porquê de eu não ser amiga de meninas como Louise.
Há alguns dias atrás estava em meu banho de sol, e soube por intermédio de uma amiga em comum que Louise, aquela mesma Louise chorosa e disciplinada fora fazer intercambio para o México ligando assim para sua mãe informando-a de sua suposta gravidez. Fiquei boquiaberta e estatelada ao chão, naquele exato momento me veio à cabeça tudo o que já acontecera em minha vida, incluindo a fase pela qual Louise fizera parte, houve um retrocesso, e bom, o que posso dizer é que me sinto agraciada por coisas assim ainda não terem acontecido comigo.
Fato que a vida é cruel com todos, não exclui ninguém de suas exultantes regalias e seus tórridos baixos, alguns recebem o tal “tapa na cara” logo cedo e são obrigados a amadurecer e a criar suas raízes unimultiplicitárias logo no cerne da inocência. Acredito e falo em alto e bom som que sou apenas uma boa sortuda, que passou e provocou poucas e boas e ainda continua de pé. Penso, que de tantos porres, barbitúricos e bocas macilentas as quais me sujeitei, me safei de muitas enrascadas, e apesar de tudo já ter passado, Louise serve como um bom exemplo para todos nós, inclusive a mim mesma, a etilista revoltada sem causa do papai e mamãe que sempre se denominou auto-invencível e suficientemente forte para tudo e todos. Afinal o mundo anda uma piração geral, e amadurecer sem feias cicatrizes não é mais questão de mérito e sim de privilégio.

domingo, 8 de março de 2009

Mulheres, o Sexo Frágil?

Frágil eu? Imagina! Me peguei pensando nesse incrível dilema, e quanto mais eu tentava parar de pensar, mais eu pensava!
Previsível? Muito! Porque nós mulheres somos tão previsíveis?
Sim, temos milhares de homens aos nossos pés, mais queremos aquele ex namorado, aquele ao qual todas as nossas amigas nos questionaram por vezes, e mesmo assim nunca entenderam o que vimos naquele nariz grande ou naquelas gordurinhas que insistimos apaixonadas e cegas em ser apenas músculos, aquele ao qual nem é tão bonito, e quando colocamos um salto, ficávamos centímetros mais altas, aquele ao qual somos uns 10 anos (sem exageros) mais novas. Fato é que para a sorte dele, daquele ex, ficamos horas a fio pensando no próprio. Levei um fora de um ser digamos assim previsível, e ainda me senti nauseada. Fala sério! Ele já possuía uma "pseudo família" formada e eu ainda achava que seria a princesinha do seu castelo! Hahaha! Lembro-me bem quando ele, um tanto egocêntrico me colocou em frente a um espelho e disse que não era suficientemente boa para todo aquele pouco por uma brincadeira universitária de uma amiga que colocará lápis preto em demasia em meus olhos!
Realmente, estava cega pelo pretume que caia com a agua a qual enxaguei meus olhos, tão cega que não vi sua insignificância, tão vasta quanto sua fortuna especulada sempre por terceiros, muitos! Ó mundinho deturpado dai-me forças!