Ando me perdendo em braços distantes, em lábios amargos, e em noites mal acabadas, acordo sempre de ressaca moral, ainda se fosse só! Quando ando, quase sempre me deparando com a incrivel enxaqueca que insiste em me privar da realidade, do acordar cedo, e de vender alguma imagem. Então, demonstro uma felicidade irreal, e tento burlar a tristeza que me consome, da falta de opção que insiste em ser a grande VERDADE de uma já inexistente relação. Tento me esquecer em copos e mais copos que resultam em um porre, um porre de algum resquicio de interesse nesse inevitavel tédio em que minha vida se tornara. Tento fugir da falta de vontade, e procuro não me questionar ao ver mais uma vez que a noite terminou, e que sim, não estou amparada por ninguém, e fracassei ao tentar-me amparar. Me fecho em meu mundo, onde só algum anestesico suficientemente bom,consegue entrar, a cerca de "PERIGO" consegue ultrapassar. Mais quando você chegou, me puxando entre milhares de pessoas, me convidando para dançar, eu tentei enfrentar, e aceitei a proposta como se algo tivesse há confirmar. Então você me embalou em um ritmo totalmente melancolico, fechei meus olhos, e não sabia mais onde conseguiria parar, só saberia onde não queria chegar. Senti seu perfume, mesmo com aquela imensa multidão, aquela sufocante
aglomeração, insistindo em penetrar em minhas veias nasais enjoadas, e como é ruim eu não ter alergia há você! E como é ruim, beijar outros lábios pensando estar com você! E quando percebo, me vejo totalmente carente com um outro alguém.
Quando minha mente já cansada de tanto pensar, abri meus olhos, e me deparei com
meus labios quase estatelados em seu ombro, a música quase já parando, você me soltou, riu e me flertou. Eu surrealmente abobada, ainda meio lezada, entorpecida fitei-o. Naquele breve "longo" momento, queria sumir, emergir para qualquer outro lugar, mais de nada adiantou, e a única frase que conseguira pronunciar fora:
VOU BUSCAR CERVEJA (Para mais uma vez me anestesiar!)
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
domingo, 9 de setembro de 2007
PESADELO
Depois de vodka com energetico, de dias diuréticos e de manhas insconstantes e irrelevantes, me perdi, me joguei em uma king size e nela afundei. Dormi, mergulhei em meus pesadelos mais tristonhos, em meus medos mais risonhos e em meu mundo de imensa dor, ninguém conseguiu naquele sonho me salvar da dor. Todos partiram, eu vivi e nunca mais sorri. Acordei suando, pernas transpirantes entre travesseiros ofuscantes, vontade de ir ao banheiro entre realidade e pesadelo, tentando acordar, o sono resistindo em me usar, paraaaaaaaaaaaa! EU QUERO LEVANTAR! QUERO IR! SAIRRR! UFA! FOI SÓ UM PESADELO! De tudo aquilo que não quero, nem espero ser algo verdadeiro!
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Alguém de verdade
Enquanto tentamos viver de verdade, burlar o caminho da saudade, vivemos o fim! Vivemos o amanhecer que buscamos lentamente e os passos que tentavamos pular rapidamente. Gritamos o hino da falsa alegria, brincavamos e acreditavamos em nossas falsas fantasias e nos garantiamos contra há dor,quem poderia nos avisar de algum desamor, quem iria nos dizer que sofreriamos, que chorariamos sem sentir algum amparo, sentiriamos em nossa boca um gosto amargo. Porque nessa grande confusão, acordei desnorteada e não havia ninguém ali para me dar a mão. Me escondi debaixo de meus personagens, das minhas milhares de falsas verdades,e então me fiz valer, me fiz prestar, me fingi de inocente, cai em um buraco de repente. Me senti esperta e ri das falsas atitudes, das falsas gozadas, das vezes presentes entre milhares de ausentes. Me senti usada, mesmo usando também. Me senti inoportuna, porque você me fez querer. Me senti ridicula por saber que no final da noite talvez poderia terminar com você, uma falsa realidade, uma busca incansavel por um querer. Aquele genérico, obsessivo, compulsivo, provador de verdades imaginárias, de indiferença, aquela imensa resistência, ao que eu já saberia que seria alguma forma de provocar a dor. De sentir na veia algum amor. Porque já não choro, não rio, nem me encanto. Porque já acho careta, ja o imagino com uma certeza, de nojo e dor. Eu só iria saber, se realmente houvesse alguma dor. Mais isso ainda é muito pouco para a anestesia que me domou.
domingo, 26 de agosto de 2007
Dança decadente submundo inconsciente.
Intensidade, isso é o que procuro quando ando vivendo vagando, fugindo da realidade. Pelas ruas de meus desejos sólidos, me encontro em um copo introduzindo o liquido afim de me solidificar. Pelos resquícios de sobriedade me encontro em devaneios desvairados, me embalando ao som de tal, ou qualquer que seja o lugar. Eu preciso me cortar, gritar, dançar, surtar ao som de meus poemas recitados por uma voz desconhecida que me amedronta ao desorientada acordar. Me encontro dissipada, esquecida e ilusoriamente remediada em meu mundo, onde vivo há me questionar. Meu coração acelera e a dança se torna mais sincera quando não vejo brilhos em algum olhar, quando vejo olhares verdadeiros mostrando a realidade há nos perturbar. Me diga em que beco irei me achar, daqui há algumas semanas, ou heranças que irei despedaçar. Minhas lágrimas me molham, na tentativa frustrada da sujeira limparem ao dia seguinte em que a tristeza e a culpa irão impiedosamente me julgar. Eu só quero me salvar, ou morrer para salvar os que amo tanto, que nem o tempo irá suportar, a morte não deixaria de aguentar, esse é meu imaginário mundo onde consigo amar. Porque amo escrever quando a tristeza vem me embalar, porque sempre choro ao ver Titanic? Mesmo sabendo que nunca alguém morrerá por outro alguém, congelando qualquer raridade há se confirmar. Eu sou um simples ato do descrente, debochadamente vulgar.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Coragem, a Giovanna covarde
Sempre sentindo uma imensa necessidade de sair da realidade, burlar alguma saudade, eis que me encontro criticando a inevitável normalidade, uma amarga e pura falta de coragem, ouço sempre gritos de dor, que bom se fossem todos apenas gritos de amor. Tentando desesperadamente fugir, daquela normalidade que sempre insiste em tentar de alguma forma me banir, me deletar, algo desconfigurar. E como é difícil não poder gritar, tímpanos estourar, para poder apenas me safar. Eu preciso respirar. Em outras formas materializadas tenho que me encontrar, tento me satisfazer, tento transmutar em outra órbita entrar. Quando me vejo alterada, sinto coragem, ilusória, mais apenas a sinto pulsando dentro de mim, sem ela fico mal, me sinto desprotegida, desfigurada e abafada, e eu preciso explodir, preciso arrancar choros de tristeza, ao menos de felicidade, para sentir a vida, eis que volto para o sentido que sempre me encontro tentando fugir, que tantos arrepios se fazem surgir, realidade, o incrível mal da humanidade.
domingo, 5 de agosto de 2007
Corpo, instrumento da diversão

Dançava com o intuito de despistar maus sentimentos e medos escondidos entre as árvores que me rodeavam. Esbravejava quando tudo terminava porque queria mais do que poderia ter, queria uma metamorfose ambulante ser. O cenário irreal, parecia ser plagiado de algum filme da disney onde sorrisos se misturavam com desalentos e frutos do mal tempo. Surrealismo a parte, tudo parecia uma "BREVE" obra de arte, uma breve satisfação de tudo o que o tempo já começava a dizer não! Meu corpo era instrumento de diversão, provocava sentimentos já em erupção. Tirava meus lindos pés de princesa do chão, afim de buscar alguma auto- destruição para me sentir viva, sempre precisei sentir a dor de alguma ferida. Minha cabeça flutuava, em outra órbita entrava, confusa tentava entender o porque suava, minha garganta sempre calava quando precisava gritar, minha garganta sangrar. O meu corpo religiosamente se entregava aquela localização, e vivia os costumes de uma outra civilização. E enfim, meus neurônios derretiam e só sobraria ali um corpo, um cérebro ausente e nenhuma explicação decente, ao menos convincente.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Dois em um.
O fato é que quando estou rodeada de pessoas me sinto bem, alegre, e quase sempre me embalo pelo instinto. O instinto do bom, o instinto do imediato amor, e encontro o doce do inimigo. Tudo parece agradável, insaciável, e quero me jogar no abismo dos inegualaveis. As vezes me pego rindo de coisas banais, totalmente normais, e integro a sociedade dos infinitos.
Depois de beber, rir, fumar e tragar todo o meu insaciável instinto, volto para meu mundo solitário, e me perco na busca pelo inesgotável, que quase sempre se esgota. Deixando sempre a desejar, me afogo em lágrimas pelo que não pude aguentar. Ninguém ali para assistir ao meu show desconexo, meus pretextos incertos, e o palco já pequeno, acaba por desmoronar, e quem está ao centro? A fraca imagem que tentei demonstrar, a felicidade, imensa falsidade ao qual todos me viram desfrutar. Era eu, aquela que deveria acordar, e perceber tudo que deixei a desejar.
Depois de beber, rir, fumar e tragar todo o meu insaciável instinto, volto para meu mundo solitário, e me perco na busca pelo inesgotável, que quase sempre se esgota. Deixando sempre a desejar, me afogo em lágrimas pelo que não pude aguentar. Ninguém ali para assistir ao meu show desconexo, meus pretextos incertos, e o palco já pequeno, acaba por desmoronar, e quem está ao centro? A fraca imagem que tentei demonstrar, a felicidade, imensa falsidade ao qual todos me viram desfrutar. Era eu, aquela que deveria acordar, e perceber tudo que deixei a desejar.
Assinar:
Postagens (Atom)