quinta-feira, 10 de abril de 2008
Evento Bizarro
Ontem teve review de moda, e evento bizarro do mundinho fashion rio pretense, entre fashionistas e somente aspirantes a alguma colocação no glamurama, estavam Erika Palomino com sua palestra morna. Convenhamos, estávamos esperando muitooooooo mais, afinal Erika, relaxe! O hedonismo sempre estará na moda, e não! Não é tendência e sim extinto! Entre milhares de flashes e rodeado por "macacas de auditório" estava lá, o bombado-politicamente correto-moralista, ex BBB (Cuida) Fernando. É incrível ver como os aspirantes a alguma colocação no mundo das celebrities dão um brilho e furor a um evento onde a proposta inicial seria somente "Vamos falar sobre MODA!" Que alias, a meu ver, fora a pauta menos questionada e comentada. Pseudos "Amauri Jr." circulavam pelo evento com suas maquinas fotográficas, expelindo ar blasé e mostrando algo que realmente não possuem, e nunca possuíram, classe, notas de verdadeiro bom tom faltam na sociedade rio pretense! Mais uma vez, salve Amy Winehouse, minha eterna e verdadeira diva, "Hey little rich girl, existem coisas que o dinheiro não compra e NUNCA poderá pagar, gosto e um olhar clínico para tendências e pessoas promissoras, por exemplo! Enfim, o resumo da ópera se estende a meu ver a Erika Palomino, a loira platinada fora a que menos dera vexame no tal evento, afinal, vamos dar um desconto, ela estava vestida adequadamente, ao contrário de alguns comentários inúteis ao qual meus ouvidos tiveram que escutar, e mesmo não conseguindo uma boa comunicação, com um paradoxo totalmente limitado, ela realmente entende do "negocio", e deu o ar da noite, que by the way, muitos tentaram, mais ninguém conseguirá.
sábado, 22 de março de 2008
enFOrME
É massacrador e atordoante pensar que nos tempos atuais, ainda existem pessoas passando fome e frio. Não precisamos ir longe, enquanto brasileiros se preocupam ferozmente com a causa da fome na África, esquecem-se de olhar em baixo das marquises afrontando seus narizes empinados, e seus discursos politicamente incorretos. Enquanto lá a fome se agrava, aqui é um, entre milhares de casos, e então olho para minhas calças de grande valor e penso, quantas pessoas poderia eu, alimentar? Aquele simples pedaço de jeans, superfaturado por uma etiqueta agrupada em minha cintura, faz-me ser somente mais uma entre a multidão, aquela ao qual recusa-se a ter uma ampla visão da crise e desigualdade mundial que nos cerca. Entre milhares de hotéis luxuosos que frequentamos, olhamos para o café matinal com grande gana, não por menos, são roscas, pudim fresco, pães e geleias de todos os tipos. Ao final de mais uma manha, aquele pudim, que fora tocado somente uma vez, dele retirado somente uma pequena fatia de sua imensa proporção, é jogado ao lixo, sendo terminantemente proibido funcionários se apossarem desse bem "maior", e deliciarem suas crianças, ao fim de mais um dia de expediente. Em minha cabeça imatura paira um pensamento de igualdade, e o porque de tanto alimento jogado fora, e tantos sem se alimentar? Comida? Tem para todos, desperdício, para poucos, e o relapso humano sequer detém milhares de mortes diárias, estampadas em jornais, infelizmente só africanos!
sexta-feira, 21 de março de 2008
Meus olhos reluziam seu corpo nu, de certa forma, estaria eu, procurando algo perdido nele? Minha cabeça relaxada em seu corpo ainda sob efeito dos espasmos finais, acharia eu estar sob solo paterno? Porque realmente, ultimamente tenho sentido falta do leite materno, e da ilusão que encobrira minha vida antigamente. Fato consumado, a carcaça é jogada fora, nunca reutilizada, também, quem ia querer um corpo intoxicado? Uma alma benevolente, entre pensamentos ausentes. Queria poder me prender no sadio, não no sádico, queria poder amar a vida, como amo cercar a morte, queria poder não fumar, mais insisto, nunca me peça para parar! Os meus desleixos, vivo saindo pelo avesso, e chorando pelo passageiro! Mais diga-me?Aguentaria o ruim, se não soubesses que seria algo momentâneo, o ruim é suportável, só quando tem seus dias contados, só quando suportado, nunca serás demorado, pois o corpo não aguentará e a vida cessará!
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Os polos
E você se diz rebelde porque somente consome pó demasiadamente, o problema esta em poder sustenta-lo. Você é um simples produto desenhado de influencias passadas um tanto quanto atuais, vive para coisas do presente, e tenta remediar seu passado com analgésicos caros. Consome brinquedos caros, e suor nenhum obteve para ganha-los. Então eis o porque do subversivo pelo belo, diz-me porque ser somente um amante eterno, se conseguistes mais, se sabes o que à realidade te trás. Por uma essência perdida, voltei ao ponto de partida, e segui a sabedoria dos pobres mortais, rindo de apenas narizes sujos, todos iguais. Enquanto sua busca pela emoção, te és viável as mãos, ela escapa-me, faz me caminhar por lugares obscuros e conhecer pessoas, pessoas derretidas por suas fraquesas, buscando compradores de chuteiras. Ainda sou a mesma, ainda vivo sob a mesma terra, somente um pouco mais justa e sincera.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Acordo de um sono profundo e me perco nas esquinas e ruas da então nova realidade, vislumbro o caminho perfeito, o mais curto, o menos insuportavel à carregar sob minha coluna. Estou entre estranhos, entre bixos e marmanjos, e a responsabilidade, custa bater à porta do apartamento 200. O sono, quase sempre embebeda-me, consome minha mente por inteira, a perfeita valvula de escape, entre tragos, e palavras esmaecidas à um suposto tom "a la Amy Winehouse". A hora corre, e eu vôo afim de chegar em sua frente, sempre! Entre minhas manias, pessoas apressadas, brigando por causas passadas. Então chorei, ninguém limpou minhas lágrimas, a não ser o travesseiro, acolhendo-me sob longas noites e devaneios.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Tomorrow
E eu não acreditaria mais em você, se realmente tivesse tamanha força. Porque sempre caio em “mesmas histórias”, mais eu só queria estar com você, sem me importar com o amanha. Eu saberia que me sentiria um lixo, eu saberia o que iria dizer para me levar até sua cama, e depois estaríamos juntos só mais uma noite, mais uma vez, afinal, sempre fora só mais uma, e eu cairia em prantos pelo que não fui, e sim pelo que tentei ser com você. Você chega, e meu mundo para, minha fala dispara, e pareço então, uma maquina de auto-flagelação, eu queria me sentir menos superior ao “amanha” que padece ao hoje, mais o agora me contagia de uma maneira esperançosa, e quem sabe amanha você me chame para comer, ou mesmo para nada fazer, queria somente poder contar com você.
Submersa
Mergulhe em alto mar, suba a serra sentindo seu tímpano estourar, grite, cante, faça amor, ou quem sabe sexo, querendo facilitar. Beba até cair, depois levante-se com a cara lavada, sinta-se totalmente errada, e não julgue quem te levantou, porque eis que há algum abrigo aonde você for. Chore compulsivamente por medo, medo não destrói, mais sim, constrói. Faz-te arranhar portas fechadas, e destruir mordaças de quietude. Saia da paralisia que te comete, busque novas águas para se banhar, não deixe o frio tomar conta em seu lugar. Respire fundo, sonhe bem alto, inverta a escalada para seu lado, e faça da subida, uma leve descida para alguma madrugada. Deixe que o sangue jorre, e quando ele enfim acabar, sinta-se fraca, mais não o suficiente para não andar. Descubra em amigos, velhas lembranças e atuais respostas de épocas distintas, como cada qual descobre a pluralidade que se envolve dentre seu lar. Sinta a sujeira, mais não deixe-a tapar seu nariz, a ponto de não conseguir algum ar. Cuidado, controvérsias demais poderão um fim te dar.
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